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Terça-Feira, 16 de Janeiro de 2018.

 

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página com questões do Enem

Funções da Linguagem




Quando escrevemos estamos direcionando nossa mensagem a um determinado fim. Um poeta ao descrever a lua, por exemplo, usa de suas impressões de maneira especial, conforme a subjetividade de suas sensações. Um cientista ao descrever a lua usa de interpretação informativa, impessoal e científica. A lua para o poeta pode ser “uma inspiração romântica”, enquanto para o cientista, “o satélite natural da Terra”.



Assim temos as funções da linguagem que levam a mensagem para os vários pontos do processo da comunicação.



Devemos ter em mente que qualquer que seja a produção discursiva, linguística (oral ou escrita) ou extralinguística (pintura, música, fotografia, propaganda, cinema, teatro etc.), apresenta funções da linguagem.



ELEMENTOS DA LINGUAGEM


A comunicação é estabelecida quando temos um emissor de uma mensagem, que através de meio de transmissão, o canal, chega até o receptor.



O canal pode ser o papel, a tela do monitor do computador etc. Os fatos, os objetos ou imagens, os juízos ou raciocínios que o emissor expõe, ou sobre os quais escreve, constituem o referente.



A língua que o emissor utiliza é o código.



Dessa forma, por meio de um canal, o emissor transmite ao receptor, em um código comum, a mensagem, que se reporta a um contexto ou referente.



Num CONTEXTO, o EMISSOR(codificador) elabora uma MENSAGEM, através de um CÓDIGO, veiculada num CANAL, para um RECEPTOR(decodificador).


ELEMENTO FUNÇÃO


contexto → referencial


emissor → emotiva


receptor → conotiva


canal → fática


mensagem → poética


código → metalinguística


Cada um desses seis elementos determina uma função de linguagem. Raramente se encontram mensagens em que haja apenas função. Geralmente o que ocorre é uma hierarquia de funções onde predomina ora uma, ora outra função, havendo coexistência de funções. Observe este trecho:



“Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos.
Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavra, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.” (Carlos Drummond de Andrade)



Temos, no exemplo acima, a função referencial (evidencia o assunto), a função metalinguística (volta-se para a própria produção discursiva), a função emotiva (revela emoções do emissor) e a poética (produz efeito estético através da linguagem metafórica).



A classificação das funções da linguagem depende das relações estabelecidas entre elas e do circuito da comunicação.



Função Referencial


Certamente a mais comum e mais usada no dia a dia, a função referencial ou informativa, também chamada denotativa ou cognitiva, privilegia o contexto. Ela evidencia o assunto, o objeto, os fatos, os juízos. É a linguagem da comunicação. Faz referência a um contexto, ou seja, a uma informação sem qualquer envolvimento de quem a produziu ou de quem a recebe. Não há preocupação com estilo; sua intenção é unicamente informar. É a linguagem das redações escolares, principalmente das dissertações, das narrações não-fictícias e das descrições objetivas. Caracteriza também o discurso científico, o jornalístico e a correspondência comercial. Exemplo:



“Construído artificialmente há 40 anos para amenizar o clima seco de Brasília, servir de área de lazer e para a captação de água, o lago Paranoá está atualmente muito descaracterizado. O lago Paranoá soma 600 milhões de metros cúbicos de água”. (Sala de Aula, Maio/2000)



Função Emotiva


Quando há enfase no emissor e na expressão direta de emoções e atitudes, temos a função emotiva, também chamada expressiva ou de exteriorização psíquicas. Ela é linguisticamente representada por interjeições, adjetivos, signos de pontuação – tais como exclamações, reticências – e agressão verbal (insultos, termos de calão), que representam a marca de quem fala. Exemplo:





“Oh! Como és linda, mulher que passas


Que me sacias e suplicias


Dentro das noites, dentro dos dias!” (Vinícius de Morais)


Observe que em “Luís, você é mesmo um burro!”, a frase perde seu caráter informativo (já que Luís não é uma pessoa transformada em animal) para caráter emotivo, pois revela o estado emocional do emissor.


As canções populares amorosas, as novelas e qualquer expressão artística que deixe transparecer o estado emocional do emissor também pertencem à função emotiva. Exemplos:


Não adiante nem tentar


Me esquecer


Durante muito tempo em sua vida


Eu vou viver.” (Roberto Carlos & Erasmo Carlos)



“Sinto que viver é inevitável. Posso na primavera ficar horas sentada fumando, apenas sendo. Ser às vezes sangra. Mas não há como não sangrar, pois é no sangue que sinto a primavera. Dói. A primavera me dá coisas. Dá do que viver. E sinto que um dia na primavera é que vou morrer. De amor pungente e coração enfraquecido.” (Clarice Lispector)



Função Conativa


A função conotativa ou apelativa é aquela que busca mobilizar a atenção do receptor, produzindo um apelo. Pode ser volitiva, revelando assim uma vontade (“Por favor, eu gostaria que você se retirasse.”), ou imperativa, que é a característica fundamental da propaganda. Exemplos:


“Antônio,venha cá!”


Se o terreno é difícil, use uma solução inteligente: Mercedes-Bens.”


“Compre um e leve três.”


“Beba Coca-Cola.



Função Fática


Se a ênfase está no canal, para checar sua recepção ou para manter a conexão entre os falantes, temos a função fática. Nas fórmulas ritualizadas da comunicação, os recursos fáticos são comuns. Exemplos:


“Bom dia!”


“Hum...hum...”


“Oi, tudo bem?”


“Ah, é!”


“Alô, quem fala?”


“Hã, o quê?”




Observe os recursos fáticos que, embora característicos da linguagem oral, ganham expressividade na música:


“Alô, alô marciano


Aqui quem fala é da Terra.”


(Rita Lee & Roberto de Carvalho)





“Blá, Blá, Blá, Blá, Blá, Bla


Blá,Blá,Blá,Blá,


Ti,Ti,Ti,Ti,Ti,Ti,


Ti,Ti,Ti,Ti,


Tá tudo muito bom, bom!


Tá tudo muito bem.bem!” (Evandro Mesquita)




Atente para o fato de que o uso excessivo dos recursos fáticos denota carência vocabular, já que destitui a mesnagem de carga semântica, mantendo apenas a comunicação, sem traduzir informação. Exemplo:





“- Você gostou dos contos de Machado?


- Só, meu. Valeu.”




Função Metalinguística

A função metalinguística visa à tradução do código ou à elaboração do discurso, seja ele linguístico (a escrita ou a oralidade) ou extralinguìstico (música, cinema, pintura, gestualidade etc – chamados códigos complexos) . Assim, é a mensagem que fala de sua própria produção discursiva. Um livro convertido em filme apresenta um processo de metalinguagem, uma pintura que mostra o próprio artista executando a tela, uma poesia que fala do ato de escrever, um conto ou romance que discorre sobre a própria linguagem etc. São igualmente metalinguísticos. Exemplos:


“- Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, Seu Paulo. Agente discute, briga , trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.” (Gracialiano Ramos)


“Lutar com palavras


é a luta mais vã


enquanto lutamos


mal rompe a manhã.”


(Carlos Drummond de Andrade)


“A palavra é o homem mesmo. Estamos feitos de palavras. Elas são a única realidade ou, ao menos, o único testemunho de nossa realidade.”(Octávio Paz)


Em “Anuncie seu produto: a propaganda é a arma do negócio.”, temos a função metalinguística (a propaganda fala do ato de anunciar), a conativa ( a expressão aliciante do verbo anunciar no imperativo) e a poética (na renovação de um clichê, conferindo-lhe um efeito especial).


Função Poética

Quando a mensagem se volta para os seus próprios constituinte, tendo em vista produzir um efeito estético, através de desvios da norma ou de combinatórias inovadoras da linguagem, temos a função poética, que pode ocorrer num texto em prosa ou em verso, ou ainda na fotografia, na música, no teatro, no cinema, na pintura, enfim em quaquer modalidade discursiva que apresente uma maneira especial de elaborar o código. Exemplos:



“Que não há forma de pensar ou crer,


De imaginar, sonhar ou de sentir,


Nem rasgo de locura


Que ouse pôr a alma humana frente a frente


Com isso que uma vez visto e sentido


Me mudou, qual ao universo ao sol


Falhasse súbito, sem duração


No acabar ...”


(Fernando Pessoa)


Sino de Belém pelos que inda vêm!


Sino de Belmém bate bem-bem-bem.


(Manuel Bandeira)



Observe, entretanto, que o discurso desviatório necessita de um contexto para produzir sensação estética, como no poema abaixo, cujo nonsense é altamente poético no contexto de Alice no País da Maravilhas:


“Pois então tu mataste o Jaguadarte!


Vem aos meus braços, homenino meu!


Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!


Ele se ria jubileu


Ela briluz. As lesmolisas tou vas


Roldavam e relviam nos gramilvos


Estavam mimsicais as pintalouvas


E os momirratos davam grilvos.”


(Lewis Carrol, traduzido por Augusto de Campos)


 

 

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