Apostilas para concursos 2018

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Terça-Feira, 16 de Janeiro de 2018.

 

MS | Níveis Médio e Superior

» Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP SP) abre concurso para 416 vagas

NUCEPE | Nível Superior

» Secretaria de Educação do Estado do Piauí (SEDUC PI) abre seleção para cadastro reserva

FUMARC | Nível Superior

» Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais (SEE MG) abre concurso para 16.700 vagas

 

Concursos da Vunesp

VUNESP | Nível Médio| Salários de R$ 4.706,53

» TJ SP abre concurso para 235 vagas de Técnico Escrevente Judiciário

 

 

 

 

Treinamento de Serviço Social

Narração



”O ato de escrever é prazer, diversão. É a sensação de poder, de domínio. Criar gente, fabricar fantasias, inventar cidadess, dar vida e dar morte, criar um terremoto ou furacão, fazer o que eu quiser. Escrever é um jogo, brincadeira.


Conseguir segurar, prender uma pessoa, mantê-la atrelada a si (é o leitor diante do livro: sua sensação divina)”. (Ignácio de Loyola Brandão)



Dominando a palavra, o homem tentou perpetuar seus mitos, sua visão mágica do mundo, suas conquistas, sua historia. Nas narrativas, nas lendas, nas epopéias e canções, alegorizou seu ritos, temores e feitos. Seus registros venceram o tempo nos traçados de múltiplos códigos, como a escrita cuneiforme, os hieróglifos e a arte primitiva.




Assim, as pinturas rupestres da caverna de Altamira, as escrituras sagradas dos Vedas, as epopéias gregas, as cantigas provençais, os contos de fadas contam cada qual a fantasia, a mitologia, a história de seu povo. No texto oral ou escrito, ouvir e ler histórias é uma atividade antropológico-social que distingue culturalmente o homem.




Desde que descobriu o poder encantatório da palavra, o ser humano deu curso ao pensamento mítico, deu permanência às crenças, às divindades, à criação do mundo, ao cosmos, envolvendo-os em alegorias. Nos séculos XVI e XVII, na literatura oral de raízes populares, predominavam os contos folclóricos, os ditos e provérbios. Na segunda metade do século XVII, propaga-se a ação sistemática da Igreja para cristianizar a cultura, mas o patrimônio imaginário dos contos, sobretudo os de fadas, resiste à luta de forças da Contra-Reforma que domina o cenário religioso e escolar daquele século.




Com a evolução da História, a interpretação dos acontecimentos foi-se distanciando das alegorias, da imaginação; entre o mito e as formas derivadas da narrativa ( o romance, a novela, o conto, a crônica), os heróis divinos tornam-se personagens humanas. Os fatos históricos de épocas primordiais cedem lugar aos episódios cotidianos contemporâneos. Hoje, afirma Nelly Novaes Coelho (O conto de fadas), “uma das características mais significativas do nosso século é a coexistência, pacífica ou não, entre a inteligência racional/cientificista, altamente desenvolvida, e o pensamento mágico que dinamiza o imaginário”.



Nas narrativas orais, nas fábulas nos contos de fadas ou nos romances contemporâneos, é a imaginação que faz com que apreciemos os encantamentos de Branca de Neve como apreciamos o fascínio de “Cem anos de solidão”.




Definição


Narrar é contar uma história (real ou fictícia). O fato narrado apresenta uma seguência de ações envolvendo personagens no tempo e no espaço.

São exemplos de narrativas a novela, o romance, o conto, ou uma crônica; uma notícia de jornal, uma piada, um poema, uma letra de música, uma história em quadrinhos, desde que apresentem uma sucessão de acontecimentos, de fatos.



Situações narrativas podem aparecer até mesmo numa única frase. Exemplos: O menino caiu. “Minha sogra ficou avó.”(Oswald de Andrade).



Repare que a última frase resume ações que envolvem o casamento, a maternidade e a transformação da sogra em avó.




ESTRUTURA DA NARRAÇÃO


Convencionalmente, o enredo da narração pode ser estruturado:
exposição ( apresentação das personagens e/ou do cenário e/ou da época);
desenvolvimento (desenrolar dos fatos apresentando complicações e clímax) e;
desfecho (arremate da trama).




Entretanto, há diferentes possibilidades de se compor uma trama, seja iniciá-la pelo desfecho, construí-la apenas através de diálogos, ou mesmo fugir ao nexo lógico de espisódios.




Escritores (romancistas, contistas, novelistas) não compõem um texto estritamente narrativo. O que eles produzem é um tecido literário em que aparecem, além da naração, segmentos descritivos e dissertativos.




As narrativas mais longas podem explorar mais detalhadamente as noções de tempo – cronológico ( marcado pelas horas, por datas) ou psicológico (marcado pelo fluxo do inconsciente) – e de espaço ( cenário, paisagem, ambiente).
O envolvimento de várias personagens e os múltiplos núcleos de conflito em torno de uma situação também são comuns nas narrativas extensas.




Portanto, oferecer um painel de narrações literárias (romances, novelas, contos) como modelo é distanciar-se da finalidade prática da redação, mas alguns textos são exemplares para ilustrar procedimentos narrativos.



 

 

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