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Questões de Filosofia 2017

 

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O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos.

Eleanor Roosevelt

 

 

 

Ano: 2017 FUNDEP    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais (UFVJM) Nível Superior  Prova: Técnicos em Assuntos Educacionais  Filosofia A Política

 

prancheta

 

 

 


Q26865


 

Chauí (2003) considera a definição de universidade como instituição social, diferenciando-a de uma organização prestadora de serviços.

Com base nas ideias da autora sobre essa definição, é incorreto afirmar:

 

a)  Para a instituição, o seu princípio e sua referência normativa e valorativa são a sociedade.

 

 

b)  Na universidade, enquanto instituição social, a marca essencial da docência deve ser a formação. 

 

 

c)  A universidade, além da vocação republicana, tornou-se também uma instituição social indissociável da ideia de democracia e de democratização do saber, a partir do século XX.  

 

 

d)  Apermanência de uma instituição social necessita muito mais de sua capacidade de adaptar-se rapidamente a mudanças aceleradas da superfície do “meio ambiente” e muito pouco de sua estrutura interna.

 

 

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Ano: 2017 FUNDEP    Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPE MG) Nível Superior  Prova: Promotor de Justiça Substituto  Filosofia Hermenêutica Jurídica

 

prancheta

 

 

 


Q24906


 

Quanto à teoria do conhecimento constitucional, e mais especificamente da ontologia das regras constitucionais, observe:

I. As regras de direito constitucional integram a constituição escrita, rígida e dotada de supremacia. São regras-gênero, das quais derivam as regras ônticas, as regras técnicas e as regras deônticas.

II. As regras constitucionais ônticas são aquelas que criam e estruturam o ser constitucional e, portanto, qualificadas como diretas e posteriores à ação.

III. As regras técnicas definem procedimentos ou meios necessários para alcançar os fins propostos. A regra de competência se inclui entre as regras técnicas.

IV. Regras deônticas exprimem modais de obrigação, permissão ou proibição. São necessariamente normas jurídicoconstitucionais, pois definem direitos e obrigações das pessoas e entidades e disciplinam o comportamento ético dos sujeitos.

A partir das proposições acima, assinale a opção com as alternativas INCORRETAS:

 

 

a)  I e II.

 

 

b)  III e IV.

 

 

c)  I e IV.

 

 

d)  II e III.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) Nível Médio  Prova: Primeiro e Segundo Dia  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q25559


 


       Não estou mais pensando como costumava pensar. Percebo isso de modo mais acentuado quando estou lendo. Mergulhar num livro, ou num longo artigo, costumava ser fácil. Isso raramente ocorre atualmente. Agora minha atenção começa a divagar depois de duas ou três páginas. Creio que sei o que está acontecendo. Por mais de uma década venho passando mais tempo on-line, procurando e surfando e algumas vezes acrescentando informação à grande biblioteca da internet. A internet tem sido uma dádiva para um escritor como eu. Pesquisas que antes exigiam dias de procura em jornais ou na biblioteca agora podem ser feitas em minutos. Como disse o teórico da comunicação Marshall McLuhan nos anos 60, a mídia não é apenas um canal passivo para o tráfego de informação. Ela fornece a matéria, mas também molda o processo de pensamento. E o que a net parece fazer é pulverizar minha capacidade de concentração e contemplação.

CARR, N. Is Google making us stupid? Disponível em: www.theatlantic.com. Acesso em: 17 fev. 2013 (adaptado).

Em relação à internet, a perspectiva defendida pelo autor ressalta um paradoxo que se caracteriza por

 

a)  associar uma experiência superficial à abundância de informações. 

 

 

b)  condicionar uma capacidade individual à desorganização da rede.

 

 

c)  agregar uma tendência contemporânea à aceleração do tempo. 

 

 

d)  aproximar uma mídia inovadora à passividade da recepção. 

 

 

e)  equiparar uma ferramenta digital à tecnologia analógica. 

 

 

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Ano: 2016 INEP    Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) Nível Médio  Prova: Primeiro e Segundo Dia  Filosofia Conceitos Filosóficos, Filosofia da Cultura

 

prancheta

 

 

 


Q25558


 

      Vi os homens sumirem-se numa grande tristeza. Os melhores cansaram-se das suas obras. Proclamou-se uma doutrina e com ela circulou uma crença: Tudo é oco, tudo é igual, tudo passou! O nosso trabalho foi inútil; o nosso vinho tornou-se veneno; o mau olhado amareleceu-nos os campos e os corações. Secamos de todo, e se caísse fogo em cima de nós, as nossas cinzas voariam em pó. Sim; cansamos o próprio fogo. Todas as fontes secaram para nós, e o mar retirou-se. Todos os solos se querem abrir, mas os abismos não nos querem tragar!

                                   NIETZSCHE, F Assim falou Zaratustra. Rio de Janeiro: Ediouro, 1977.

O texto exprime uma construção alegórica, que traduz um entendimento da doutrina niilista, uma vez que 

 

 

a)  reforça a liberdade do cidadão. 

 

 

b)  desvela os valores do cotidiano. 

 

 

c)  exorta as relações de produção. 

 

 

d)  destaca a decadência da cultura.

 

 

e)  amplifica o sentimento de ansiedade.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) Nível Médio  Prova: Primeiro e Segundo Dia  Filosofia Conceitos Filosóficos

 

prancheta

 

 

 


Q25557


 

      Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto; e que, da mesma maneira, nada existe do ponto de vista da verdade; que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sentidos.

LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988.

O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por:

 

 

a)  Desprezar quaisquer convenções e obrigações da sociedade.

 

 

b)  Atingir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da vida feliz.

 

 

c)  Defender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza.

 

 

d)  Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente.

 

 

e)  Agir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o homem bom e belo.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) Nível Médio  Prova: Primeiro e Segundo Dia  Filosofia Filosofia e a Grécia Antiga, Os Pré-Socráticos

 

prancheta

 

 

 


Q25556


» Texto Associado

 

Os fragmentos do pensamento pré-socrático expõem uma oposição que se insere no campo das 

 

a)  investigações do pensamento sistemático. 

 

 

b)  preocupações do período mitológico. 

 

 

c)  discussões de base ontológica. 

 

 

d)  habilidades da retórica sofística. 

 

 

e)  verdades do mundo sensível.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) Nível Médio  Prova: Primeiro e Segundo Dia  Filosofia Conceitos Filosóficos

 

prancheta

 

 

 


Q25555


 



      Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias.

DESCARTES, R. Regras para a orientação do espírito. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da 

 

 

a)  investigação de natureza empírica. 

 

 

b)  retomada da tradição intelectual. 

 

 

c)  imposição de valores ortodoxos. 

 

 

d)  autonomia do sujeito pensante. 

 

 

e)  liberdade do agente moral. 

 

 

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Ano: 2016 INEP    Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) Nível Médio  Prova: Primeiro e Segundo Dia  Filosofia Conceitos Filosóficos

 

prancheta

 

 

 


Q25554


 

Ser ou não ser — eis a questão.

Morrer — dormir — Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Nos obrigam a hesitar: e é essa a reflexão

Que dá à desventura uma vida tão longa.

SHAKESPEARE, W Hamlet. Porto Alegre: L&PM, 2007.

Este solilóquio pode ser considerado um precursor do existencialismo ao enfatizar a tensão entre 

 

 

a)  consciência de si e angústia humana.

 

 

b)  inevitabilidade do destino e incerteza moral.

 

 

c)  tragicidade da personagem e ordem do mundo. 

 

 

d)  racionalidade argumentativa e loucura iminente. 

 

 

e)  dependência paterna e impossibilidade de ação.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) Nível Médio  Prova: Primeiro e Segundo Dia  Filosofia Conceitos Filosóficos

 

prancheta

 

 

 


Q25553


 


     Sentimos que toda satisfação de nossos desejos advinda do mundo assemelha-se à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã a sua fome. A resignação, ao contrário, assemelha-se à fortuna herdada: livra o herdeiro para sempre de todas as preocupações.



SCHOPENHAUER, A. Aforismo para a sabedoria da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2005.



O trecho destaca uma ideia remanescente de uma tradição filosófica ocidental, segundo a qual a felicidade se mostra indissociavelmente ligada à



 

a)  consagração de relacionamentos afetivos. 

 

 

b)  administração da independência interior. 

 

 

c)  fugacidade do conhecimento empírico. 

 

 

d)  liberdade de expressão religiosa. 

 

 

e)  busca de prazeres efêmeros. 

 

 

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Ano: 2016 INEP    Enem Nível Médio  Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia (2ª Aplicação)  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q15896


 

Fundamos, como afirmam alguns cientistas, o antropoceno: uma nova era geológica com altíssimo poder de destruição, fruto dos últimos séculos que significaram um transtorno perverso do equilíbrio do sistema-Terra. Como enfrentar esta nova situação nunca ocorrida antes de forma globalizada e profunda? Temos pessoalmente trabalhado os paradigmas da sustentabilidade e do cuidado como relação amigável e cooperativa para com a natureza. Queremos, agora, agregar a ética da responsabilidade.

BOFF, L. Responsabilidade coletiva. Disponível em: http://leonardoboff.wordpress.com. Acesso em: 14 maio 2013.

A ética da responsabilidade protagonizada pelo filósofo alemão Hans Jonas e reinvindicada no texto é expressa pela máxima:

 

a)  "A tua ação possa valer como norma para todos os homens." 

 

 

b)  "A norma aceita por todos advenha da ação comunicativa e do discurso." 

 

 

c)  "A tua ação possa produzir a máxima felicidade para a maioria das pessoas." 

 

 

d)  "O teu agir almeje alcançar determinados fins que possam justificar os meios." 

 

 

e)  "O efeito de tuas ações não destrua a possibilidade futura da vida das novas gerações." 

 

 

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Ano: 2016 INEP    Enem Nível Médio  Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia (2ª Aplicação)  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q15895


 

Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento científico envolve demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria prática não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois, a alternativa de ser ela uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas ou más para o homem.

             ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo do saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros saberes porque é caracterizada como

 

 

a)  conduta definida pela capacidade racional de escolha. 

 

 

b)  capacidade de escolher de acordo com padrões científicos. 

 

 

c)  conhecimento das coisas importantes para a vida do homem.

 

 

d)  técnica que tem como resultado a produção de boas ações. 

 

 

e)  política estabelecida de acordo com padrões democráticos de deliberação.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Enem Nível Médio  Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia (2ª Aplicação)  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q15894


 

TEXTO I

      Até aqui expus a natureza do homem (cujo orgulho e outras paixões o obrigaram a submeter-se ao governo), juntamente com o grande poder do seu governante, o qual comparei com o Leviatã, tirando essa comparação dos dois últimos versículos do capítulo 41 de Jó, onde Deus, após ter estabelecido o grande poder do Leviatã, lhe chamou Rei dos Soberbos. Não há nada na Terra, disse ele, que se lhe possa comparar.

                                                  HOBBES, T. O Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

TEXTO II

      Eu asseguro, tranquilamente, que o governo civil é a solução adequada para as inconveniências do estado de natureza, que devem certamente ser grandes quando os homens podem ser juízes em causa própria, pois é fácil imaginar que um homem tão injusto a ponto de lesar o irmão dificilmente será justo para condenar a si mesmo pela mesma ofensa.

                  LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil . Petrópolis: Vozes, 1994. 

Thomas Hobbes e John Locke, importantes teóricos contratualistas, discutiram aspectos ligados à natureza humana e ao Estado. Thomas Hobbes, diferentemente de John Locke, entende o estado de natureza como um(a)

 

 

a)  condição de guerra de todos contra todos, miséria universal, insegurança e medo da morte violenta.

 

 

b)  organização pré-social e pré-política em que o homem nasce com os direitos naturais: vida, liberdade, igualdade e propriedade.

 

 

c)  capricho típico da menoridade, que deve ser eliminado pela exigência moral, para que o homem possa constituir o Estado civil.

 

 

d)  situação em que os homens nascem como detentores de livre-arbítrio, mas são feridos em sua livre decisão pelo pecado original.

 

 

e)  estado de felicidade, saúde e liberdade que é destruído pela civilização, que perturba as relações sociais e violenta a humanidade.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Enem Nível Médio  Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia (2ª Aplicação)  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q15893


 

Arrependimentos terminais

      Em Antes de partir, uma cuidadora especializada em doentes terminais fala do que eles mais se arrependem na hora de morrer. “Não deveria ter trabalhado tanto”, diz XPGRVSDFLHQWHV ³'HVHMDULDWHU¿FDGRHPFRQWDWRFRP meus amigos”, lembra outro. “Desejaria ter coragem de expressar meus sentimentos.” “Não deveria ter levado a vida baseando-me no que esperavam de mim”, diz um terceiro. Há cem anos ou cinquenta, quem sabe, sem dúvida seriam outros os arrependimentos terminais. “Gostaria de ter sido mais útil à minha pátria.” “Deveria ter sido mais obediente a Deus.” “Gostaria de ter deixado mais patrimônio aos meus descendentes.”

                                                                  COELHO, M. Folha de São Paulo, 2 jan. 2013.

O texto compara hipoteticamente dois padrões morais que divergem por se basearem respectivamente em A satis

 

 

a)  satisfação pessoal e valores tradicionais.

 

 

b)  relativismo cultural e postura ecumênica.

 

 

c)  tranquilidade espiritual e costumes liberais.

 

 

d)  realização profissional e culto à personalidade .

 

 

e)  engajamento político e princípios nacionalistas.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Enem Nível Médio  Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia (2ª Aplicação)  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q15892


 

Pode-se admitir que a experiência passada dá somente uma informação direta e segura sobre determinados objetos em determinados períodos do tempo, dos quais ela teve conhecimento. Todavia, é esta a principal questão sobre a qual gostaria de insistir: por que esta experiência tem de ser estendida a tempos futuros e a outros objetos que, pelo que sabemos, unicamente são similares em aparência. O pão que outrora comi alimentou-me, isto é, um corpo dotado de tais qualidades sensíveis estava, a este tempo, dotado de tais poderes desconhecidos. Mas, segue-se daí que este outro pão deve também alimentar-me como ocorreu na outra vez, e que qualidades sensíveis semelhantes devem sempre ser acompanhadas de poderes ocultos semelhantes? A consequência não parece de nenhum modo necessária.

HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.



O problema descrito no texto tem como consequência a

 

 

a)  universabilidade do conjunto das proposições de observação.

 

 

b)  normatividade das teorias científicas que se valem da experiência.

 

 

c)  dificuldade de se fundamentar as leis científicas em bases empíricas.

 

 

d)  inviabilidade de se considerar a experiência na construção da ciência.

 

 

e)  correspondência entre afirmações singulares e afirmações universais.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Enem Nível Médio  Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia (2ª Aplicação)  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q15891


 

Os andróginos tentaram escalar o céu para combater os deuses. No entanto, os deuses em um primeiro momento pensam em matá-los de forma sumária. Depois decidem puni-los da forma mais cruel: dividem-nos em dois. Por exemplo, é como se pegássemos um ovo cozido e, com uma linha, dividíssemos ao meio. Desta forma, até hoje as metades separadas buscam reunir-se. Cada um com saudade de sua metade, tenta juntar-se novamente a ela, abraçando-se, enlaçando-se um ao outro, desejando formar um único ser.

                                                     PLATÃO. O banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987.

No trecho da obra O banquete, Platão explicita, por meio de uma alegoria, o

 

 

a)  bem supremo como fim do homem.

 

 

b)  prazer perene como fundamento da felicidade.

 

 

c)  ideal inteligível como transcendência desejada.

 

 

d)  amor como falta constituinte do ser humano.

 

 

e)  autoconhecimento como caminho da verdade.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Enem Nível Médio  Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia (2ª Aplicação)  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q15890


 

A justiça e a conformidade ao contrato consistem em algo com que a maioria dos homens parece concordar. Constitui um princípio julgado estender-se até os esconderijos dos ladrões e às confederações dos maiores vilões; até os que se afastaram a tal ponto da própria humanidade conservam entre si a fé e as regras da justiça.

LOCKE, J. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).

De acordo com Locke, até a mais precária coletividade depende de uma noção de justiça, pois tal noção

 

 

a)  identifica indivíduos despreparados para a vida em comum.

 

 

b)  contribui com a manutenção da ordem e do equilíbrio social.

 

 

c)  estabelece um conjunto de regras para a formação da sociedade.

 

 

d)  determina o que é certo ou errado num contexto de interesses conflitantes.

 

 

e)  representa os interesses da coletividade, expressos pela vontade da maioria.

 

 

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Ano: 2016 INEP    Enem Nível Médio  Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia (2ª Aplicação)  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q15889


» Texto Associado

 

O trecho da obra de Sófocles, que expressa o núcleo da tragédia grega, revela o(a)

 

a)  condenação eterna dos homens pela prática injustificada do incesto.

 

 

b)  legalismo estatal ao punir com a prisão perpétua o crime de parricídio.

 

 

c)  busca pela explicação racional sobre os fatos até então desconhecidos.

 

 

d)  caráter antropomórfico dos deuses na medida em que imitavam os homens. 

 

 

e)  impossibilidade de o homem fugir do destino predeterminado pelos deuses.

 

 

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Ano: 2014 FUNCAB    Polícia Civil do Estado Mato Grosso (PC MT) Nível Médio  Prova: Investigador  Filosofia Ética e Liberdade, Conceitos Filosóficos

 

prancheta

 

 

 


Q18430


 

O racionalismo ético é uma das principais concepções filosóficas da moral. Atribui à razão humana lugar central na vida ética. É correto afirmar que essa concepção:

 

a)  identifica a liberdade com a plena manifestação do lado passional do homem.

 

 

b)  não difere vontade e desejo, já que ambos tomam a forma de atitudes irrefletidas ou irracionais.

 

 

c)  considera as motivações e as intenções humanas possíveis de serem conhecidas pela razão.

 

 

d)  associa os diversos vícios humanos (egoísmo, avareza, má-fé) à própria natureza do homem, impossível de ser domesticada.

 

 

e)  nega à razão o direito de intervir sobre o desejo e as paixões do homem.

 

 

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Ano: 2014 FUNCAB    Polícia Civil do Estado Mato Grosso (PC MT) Nível Médio  Prova: Investigador  Filosofia Ética e Liberdade, Conceitos Filosóficos

 

prancheta

 

 

 


Q18429


 

Determinadas ações humanas são objeto de valoração - são consideradas justas ou injustas, certas ou erradas, boas ou más. O ato de valorar é sempre praticado pelo sujeito moral. Em relação ao universo dos valores, é correto afirmar que:

 

a)  a coragem, a beleza, a justiça são valores cujo conteúdo, para os homens de um mesmo país ou região, não muda através dos tempos.

 

 

b)  os valores morais provêm, antes de tudo, da cultura ou do grupo a que pertence o indivíduo.

 

 

c)  os valores existem apenas no plano da razão, já que o porquê ou a origem deles é geralmente sabido pelos indivíduos.

 

 

d)  os juízos morais de valor dizem o que algo é (bom ou mau, feio ou bonito), simplesmente, e não como algo deve ser.

 

 

e)  os valores dependem exclusivamente da avaliação de cada indivíduo, que julga por si mesmo o mundo ao redor, a despeito do que pensam ou julgam outros indivíduos.

 

 

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Ano: 2013 VUNESP    Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM SP) Nível Médio  Prova: Aspirante da Polícia Militar  Filosofia

 

prancheta

 

 

 


Q8944


 


Leia o texto a seguir.



                      DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS



Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.



                                                     Artigo XV 1.



Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.



2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.



                                               (Disponível em: http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/ legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm. Acesso em 12.05.2013)



 



Entende-se por direito à nacionalidade:



 

a) direito de pertencer a uma cultura.

 

 

b) direito de possuir uma identidade.

 

 

c) direito de habitar um determinado território.

 

 

d) direito de participar das instâncias de poder político de um Estado.

 

 

e) direito de proteção de um Estado.

 

 

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