Apostilas para concursos 2020

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Quarta-Feira, 15 de Julho de 2020.

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CEBRASPE (CESPE UnB) | Níveis Médio e Superior| Salários de até R$ 6.030,23

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Questões INEP 2020


 

 

  • Exame Nacional do Ensino Médio
  •  

    Q63806
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Gêneros Textuais, Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

                       Romanos usavam redes sociais há dois mil anos, diz livro

          Ao tuitar ou comentar embaixo do post de um de seus vários amigos no Facebook, você provavelmente se sente privilegiado por viver em um tempo na história em que é possível alcançar de forma imediata uma vasta rede de contatos por meio de um simples clique no botão “enviar”. Você talvez também reflita sobre como as gerações passadas puderam viver sem mídias sociais, desprovidas da capacidade de verem e serem vistas, de receber, gerar e interagir com uma imensa carga de informações. Mas o que você talvez não saiba é que os seres humanos usam ferramentas de interação social há mais de dois mil anos. É o que afirma Tom Standage, autor do livro Writing on the Wall — Social Media, The first 2 000 Years (Escrevendo no mural — mídias sociais, os primeiros 2 mil anos, em tradução livre).
          Segundo Standage, Marco Túlio Cícero, filósofo e político romano, teria sido, junto com outros membros da elite romana, precursor do uso de redes sociais. O autor relata como Cícero usava um escravo, que posteriormente tornou-se seu escriba, para redigir mensagens em rolos de papiro que eram enviados a uma espécie de rede de contatos. Estas pessoas, por sua vez, copiavam seu texto, acrescentavam seus próprios comentários e repassavam adiante. “Hoje temos computadores e banda larga, mas os romanos tinham escravos e escribas que transmitiam suas mensagens”, disse Standage à BBC Brasil. “Membros da elite romana escreviam entre si constantemente, comentando sobre as últimas movimentações políticas e expressando opiniões.”
          Além do papiro, outra plataforma comumente utilizada pelos romanos era uma tábua de cera do tamanho e da forma de um tablet moderno, em que escreviam recados, perguntas ou transmitiam os principais pontos da acta diurna, um “jornal” exposto diariamente no Fórum de Roma. Essa tábua, o “iPad da Roma Antiga”, era levada por um mensageiro até o destinatário, que respondia embaixo da mensagem.
                             NIDECKER, F. Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 7 nov. 2013 (adaptado).

    Na reportagem, há uma comparação entre tecnologias de comunicação antigas e atuais. Quanto ao gênero mensagem, identifica-se como característica que perdura ao longo dos tempos o(a)

     

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    Q63807
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

          Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero [...].
          Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver, mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
          ASSIS, M. A causa secreta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 9 out. 2015.

    No fragmento, o narrador adota um ponto de vista que acompanha a perspectiva de Fortunato. O que singulariza esse procedimento narrativo é o registro do(a) 

     

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    Q63808
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

          Mas assim que penetramos no universo da web, descobrimos que ele constitui não apenas um imenso “território” em expansão acelerada, mas que também oferece inúmeros “mapas”, filtros, seleções para ajudar o navegante a orientar-se. O melhor guia para a web é a própria web. Ainda que seja preciso ter a paciência de explorá-la. Ainda que seja preciso arriscar-se a ficar perdido, aceitar “a perda de tempo” para familiarizar-se com esta terra estranha. Talvez seja preciso ceder por um instante a seu aspecto lúdico para descobrir, no desvio de um link, os sites que mais se aproximam de nossos interesses profissionais ou de nossas paixões e que poderão, portanto, alimentar da melhor maneira possível nossa jornada pessoal.
                                                                                LÉVY, P Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

    O usuário iniciante sente-se não raramente desorientado no oceano de informações e possibilidades disponíveis na rede mundial de computadores. Nesse sentido, Pierre Lévy destaca como um dos principais aspectos da internet o(a) 

     

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    Q63809
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

    » Conteúdo Associado à Questão
    O comentário do Texto II sobre o Texto I evoca a mobilização da língua oral que, em determinados contextos,

     

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    Q63810
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

          Essas moças tinham o vezo de afirmar o contrário do que desejavam. Notei a singularidade quando principiaram a elogiar o meu paletó cor de macaco. Examinavam-no sérias, achavam o pano e os aviamentos de qualidade superior, o feitio admirável. Envaideci-me: nunca havia reparado em tais vantagens. Mas os gabos se prolongaram, trouxeram-me desconfiança. Percebi afinal que elas zombavam e não me susceptibilizei. Longe disso: achei curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das grosserias a que me habituara. Em geral me diziam com franqueza que a roupa não me assentava no corpo, sobrava nos sovacos.
                                                                                 RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1994.

    Por meio de recursos linguísticos, os textos mobilizam estratégias para introduzir e retomar ideias, promovendo a progressão do tema. No fragmento transcrito, um novo aspecto do tema é introduzido pela expressão

     

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    Q63811
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

    questões de concursos Exame Nacional do Ensino Médio 2017
    O consumidor do século XXI, chamado de novo consumidor social, tende a se comportar de modo diferente do consumidor tradicional. Pela associação das características apresentadas no diagrama, infere-se que esse novo consumidor sofre influência da

     

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    Q63812
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

                                         A língua tupi no Brasil

          Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase sinônimo de falar língua de índio. Em cada cinco habitantes da cidade, só dois conheciam o português. Por isso, em 1698, o governador da província, Artur de Sá e Meneses, implorou a Portugal que só mandasse padres que soubessem “a língua geral dos índios”, pois “aquela gente não se explica em outro idioma”.
          Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de São Paulo se desenvolveu e se espalhou no século XVII, graças ao isolamento geográfico da cidade e à atividade pouco cristã dos mamelucos paulistas: as bandeiras, expedições ao sertão em busca de escravos índios. Muitos bandeirantes nem sequer falavam o português ou se expressavam mal. Domingos Jorge Velho, o paulista que destruiu o Quilombo dos Palmares em 1694, foi descrito pelo bispo de Pernambuco como “um bárbaro que nem falar sabe”. Em suas andanças, essa gente batizou lugares como Avanhandava (lugar onde o índio corre), Pindamonhangaba (lugar de fazer anzol) e Itu (cachoeira). E acabou inventando uma nova língua.
          “Os escravos dos bandeirantes vinham de mais de 100 tribos diferentes”, conta o historiador e antropólogo John Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas. “Isso mudou o tupi paulista, que, além da influência do português, ainda recebia palavras de outros idiomas.” O resultado da mistura ficou conhecido como língua geral do sul, uma espécie de tupi facilitado.
                   ÂNGELO, C. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 8 ago. 2012 (adaptado).

    O texto trata de aspectos sócio-históricos da formação linguística nacional. Quanto ao papel do tupi na formação do português brasileiro, depreende-se que essa língua indígena

     

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    Q63813
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

          PROPAGANDA — O exame dos textos e mensagens de Propaganda revela que ela apresenta posições parciais, que refletem apenas o pensamento de uma minoria, como se exprimissem, em vez disso, a convicção de uma população; trata-se, no fundo, de convencer o ouvinte ou o leitor de que, em termos de opinião, está fora do caminho certo, e de induzi-lo a aderir às teses que lhes são apresentadas, por um mecanismo bem conhecido da psicologia social, o do conformismo induzido por pressões do grupo sobre o indivíduo isolado.
    BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. Dicionário de política. Brasília: UnB, 1998 (adaptado).

    De acordo com o texto, as estratégias argumentativas e o uso da linguagem na produção da propaganda favorecem a 

     

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    Q63814
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

                               Sítio Gerimum
                               Este é o meu lugar [...]
                               Meu Gerimum é com g
                               Você pode ter estranhado
                               Gerimum em abundância
                               Aqui era plantado
                               E com a letra g
                               Meu lugar foi registrado.
                                               OLIVEIRA, H. D. Língua Portuguesa, n. 88, fev. 2013 (fragmento).

    Nos versos de um menino de 12 anos, o emprego da palavra “Gerimum” grafada com a letra “g” tem por objetivo

     

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    Q63815
    prancheta
    Ano: 2017 » INEP » Órgão: Exame Nacional do Ensino Médio » Nível Médio » Português » Interpretação de Textos » Prova: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

    TEXTO I
    Criatividade em publicidade: teorias e reflexões
    Resumo: O presente artigo aborda uma questão primordial na publicidade: a criatividade. Apesar de aclamada pelos departamentos de criação das agências, devemos ter a consciência de que nem todo anúncio é, de fato, criativo. A partir do resgate teórico, no qual os conceitos são tratados à luz da publicidade, busca-se estabelecer a compreensão dos temas. Para elucidar tais questões, é analisada uma campanha impressa da marca XXXX. As reflexões apontam que a publicidade criativa é essencialmente simples e apresenta uma releitura do cotidiano.
    DEPEXE, S. D. Travessias: Pesquisas em Educação, Cultura, Linguagem e Artes, n. 2, 2008.
    TEXTO II
    questões de concursos Exame Nacional do Ensino Médio 2017
    Os dois textos apresentados versam sobre o tema criatividade. O Texto I é um resumo de caráter científico e o Texto II, uma homenagem promovida por um site de publicidade. De que maneira o Texto II exemplifica o conceito de criatividade em publicidade apresentado no Texto I?

     

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